Eles não são apenas relíquias da história da TV Globo, são a própria estrutura da dramaturgia brasileira. Os talentos acima dos 80 anos de idade estão com tudo no ano que a emissora completa 60 de história, sendo este um movimento que chama a atenção.
A valorização de grandes nomes que, mesmo após décadas de carreira, seguem entregando atuações que deixam o público sem fôlego. Afinal de contas, são artistas que acumulam bagagem, domínio da cena e uma presença magnética que não se aprende — se constrói com tempo, experiência e paixão.
Nesse sentido, o Purepeople destaca quatro desses talentos nas novelas atuais da Globo que provam diariamente que idade não é limite.
Em ‘Êta Mundo Melhor’, Tony Tornado é pura vitalidade. Aos 95 anos, o veterano interpreta Lúcio, o dono da Rádio Paraíso com carisma e força, vivendo uma emocionante história de amor com Margarida (Nívea Maria).
Conhecido pela icônica canção ‘BR-3’, dos anos 70, Tornado mostra que continua gigante: voz firme, presença marcante e um astral que ilumina qualquer cena..
Aos 92 anos, Ary Fontoura vive uma fase que mistura modernidade com tradição. Na novela de Walcyr Carrasco, revive Quinzinho, de ‘Êta Mundo Bom!’, e mostra novamente sua química impecável com Elizabeth Savalla.
Ao mesmo tempo, segue reinando nas redes sociais, onde transforma memes em pequenas esquetes de comédia.
Suely Franco, aos 86 anos, entrega uma das atuações mais sensíveis de ‘Dona de Mim’, atual folhetim das sete. Como Rosa, mãe de Abel (Tony Ramos), vive a dura realidade do Alzheimer com delicadeza e profundidade emocionais raras.
Cada olhar perdido, cada confusão, cada lampejo de lucidez é carregado de humanidade. Suely não apenas emociona: ela abraça o telespectador.
Aos 86 anos, Arlete Salles simplesmente rouba a cena como Josefa em ‘Três Graças’. A personagem oscila entre confusão mental e fingimento, mistura humor e drama com perfeição e entrega momentos impagáveis.
É impossível não rir, não se irritar, não se encantar com Josefa fazendo fofoca com Gerluce (Sophie Charlotte) e provocando Arminda (Grazi Massafera).
Arlete transforma cada minuto de tela em ouro, uma aula de timing, expressão e domínio cênico.